Thursday, October 04, 2012
outros já fizeram o que não invalida mais este bom pra cachorro
a foto faz parte de um projeto de um fotógrafo que documenta -e inventa- atividades e poses para seu cachorro. a ideia não é original. mas isso não quer dizer que não é boa. as fotos dezenas e dezenas, são muito interessantes. perfeitas para quem gosta de cães e fotografia.
http://maddieonthings.com/
Wednesday, August 29, 2012
das gentes, gatos, computadores e máquinas de escrever bons pra cachorros
Trabalhei na TV Manchete em um período em que
eles queriam fazer teledramaturgia. O diretor, então, me pediu que eu
escrevesse uma novela. Eu não quis. Mas fiz algumas sinopses: Dona Beija (1986), Kananga do Japão (1989), Marquesa de Santos (1984). Eu dava as ideias e contratava os diretores. Contratei a Glória Perez, o Wilson Aguiar Filho
(1941 – 1991)... Dava ideias, mas me recusava a escrever. Tinha
preguiça. Mas a vida continua, tem um processo, uma dinâmica. O tempo
foi passando, o casamento acabou e eu passei a amar cachorros. Eu
detestava cachorros, mas depois acabei descobrindo neles uma porção de
virtudes. Há um tempinho, fiz uma crônica na Folha de S. Paulo
comparando o cão à máquina de escrever. O computador é o gato. Porque a
máquina de escrever é fiel, como o cachorro. E o computador é
independente, tem vida própria, como o gato. A máquina só faz o que você
pede, já o computador apaga umas coisas, aparecem outras que você não
quer. Aparece um Papai Noel tocando um sininho. Às vezes, eu estou
fazendo uma coisa séria e vem aquele Papai Noel batendo o sininho. Quem
botou aquele Papai Noel ali? Não sei, é vírus. Minha máquina de escrever
nunca teve vírus. Envelheceu dignamente. Só que, por causa desse texto,
recebi e-mails desaforados, dizendo que cachorros são poluidores e não
servem para nada. E eu fiquei indignado porque, afinal de contas, amava a
minha cachorra. Quando voltei a escrever, dediquei meu livro à minha
cachorra. Comecei quando ela ficou doente. Eu estava começando a mexer
com o computador. Eu queria dormir, mas a cachorra não me deixava. E eu
ligava o computador. Mas, quando ela percebia que eu queria desligá-lo,
começava a gemer. Aí eu tinha que ligar o computador de novo. Eu
escrevia de tudo, passei a limpo uma porção de coisas e, de repente, não
tinha mais nada para passar a limpo. Eu dormia de dia e cuidava da
cachorrinha à noite, e foi aí que recomecei a escrever. Foi assim que
saiu o romance. Quando ela morreu, botei o ponto final. Não escrevi uma
linha a mais. O Ruy Castro, uma pessoa muito extrovertida, leu e disse que estava muito bom. Levou para o Luiz Schwarcz, (o editor) da Companhia das Letras, e ele editou o Quase Memória,
que teve um bom retorno. Com o dinheiro que ganhei com essa primeira
edição, tomei um navio – gosto muito de navios – e levei um notebook.
Escrevi O Piano e a Orquestra (1996). Depois
me descobri, novamente, num brinquedo. Mas tem uma coisa: não é que eu
vá parar de repente. Agora eu não posso, porque tenho vários
compromissos. Trabalho muito sob encomenda. Há uma verdadeira
demonização de quem escreve sob encomenda. Mas a arte ocidental foi
quase toda feita de encomenda. A arte grega, a Renascença. Mozart morreu fazendo uma missa fúnebre de encomenda. Os Sertões foi uma obra encomendada. Coelho Neto e Olavo Bilac escreveram muitos livros – inclusive pornográficos – de encomenda.
(Trecho da entrevista de Carlos Heitor Cony, concedida a José Castello e publicada em O Rascunho).
Tuesday, August 28, 2012
na dúvida, ultrapasse que é bom pra cachorro
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aprenda a fazer uma cadeira de rodas para cães reutilizando pvc |
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| o visual importa menos do que os benefícios. mas se você caprichar consegue resultados melhores esteticamente falando. |
Embora o PVC tenha longa vida útil e uma durabilidade de mais de 50 anos ele é 100% reciclável, sendo assim, existem milhares de maneiras para transformar este material em algo novo e diferente. É possível até mesmo reaproveitá-lo de maneira a beneficiar um animal necessitado
O CicloVivo dá a dica de como construir uma cadeira de rodas para animais, reutilizando o PVC; um material barato, leve e funcional. A cadeira de rodas traz conforto e mobilidade aos animais que sofreram algum tipo de acidente, foram maltratados, ou até mesmo aos que nasceram com deficiência por algum problema genético e por isso perderam a capacidade de andar normalmente.
O custo de uma cadeira de rodas deste tipo é muito alto. Pensando em
uma maneira de solucionar este problema, a ambientalista e protetora dos
animais, Scheyla Bittencourt, desenvolveu uma cadeira de duas rodas
para os animais com dificuldade.
"As cadeirinhas possibilitam que o tutor devolva ao animal a
oportunidade de se movimentar, auxiliando na reabilitação", esclarece
Bittencourt. Ela completa dizendo que "o equipamento serve para
valorizar o animal deficiente e provocar a reflexão sobre temas como
abandono, guarda responsável, lealdade e respeito aos animais em
quaisquer circunstâncias".
Material
- Tubo de PVC ¾" 2 m;
- Cotovelo PVC ¾" 90º 8 un;
- Te PVC ¾" 4 un;
- Cap PVC ¾" 2 un;
- Luva PVC 3/4" 2 un;
- Rodinha de carrinho de feira 2 un;
- Prego ou parafuso grande para eixo da rodinha 2 un;
- Pano para o assento;
- Fita para prender no peito;
- Cola para tubo de PVC peq.
Método
O passo a passo explicativo está ilustrado na galeria acima. No entanto
é necessário lembrar que devem ser tiradas as medidas exatas do
cachorro que usará a cadeira e ir fazendo os ajustes necessários para
que ela fique adequada ao seu tamanho. Se o animal for muito grande,
devem ser usadas conexões maiores. As emendas são feitas com pequenos
pedaços de tubo com 1,5cm. As patas do cachorro devem ficar com livre
movimentação e encostadas no chão na posição natural. O eixo da roda
deve ser adaptado na ponta do Cap, sendo furado e colado.
Monday, August 13, 2012
Monday, July 23, 2012
com meus culhoes de cão
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| malaquias: o bom pra cachorro que já se foi mas que para sempre será |
serão mais de 30 dias(foram 90) avisa-me sem direito a interregnos o veterinário.trinta dias de curativos em um ventre e abdômen em carne viva quando não parte em putrefação que o senhor dos bisturis, da dor e das gazes e compressas comprimidas por sobre o peito do cão vai descartando com seu bisturi improvisado de lâminas de barbear a falta das lâminas de bisturi dispendidas em atendimentos de emergência que no dia foram para mais de não sei quantos tamanha minha comoção com as dores de todos mas especial do meu.e porquê tudo isto? se a cirurgia de amputação de seu rabo por conta de um tumor correu às mil maravilhas? quero registrar que considero a expressão usada neste contexto de mau odor. uma dermatite alérgica, no espaço da tricotomia(raspagem dos pelos) necessária para a implantação dos contatos para a monitoração da anestesia inalatória, cuidada por extremo já que o cão é um senhor que muito embora de exames bioquímicos melhores do que os meus que estou a caminho mas não sou tão senhor assim, que findou por ser um criadouro de bactérias que lhe tomaram de assalto a barriga e o peito, por entre as fímbrias dos micro cortes que toda tricotomia causa.
cão estressado mas corajoso. todos lhe louvam a coragem enquanto rasgam-lhe a cru as carnes - sedá-lo apresenta riscos que não queremos correr mas que mais adiante cederíamos - vão ser mais de trinta dias de curativos, que desde o quinto diminuímos de dois por dia para um pois nem ele e muito mais nós aguenta - porque o estresse poderia lhe causar uma intercorrência um eufemismo(todo linguajar médico é eufemista para parada cardíaca ou respiratória - enquanto ele se debate contra correias, mordaças, mãos sem conta a lhe obrigar a ir para o sacrifício que não há racionalidade num cão para entender que aquilo que lhe causa tanta dor é para o seu benefício como se o tivéssemos nós quando o dentista nos procede a tortura por muito menos e com muito mais artifícios para enganar ou distrair a dor que nunca vai embora de vez porque a dor é um serviço sempre oferecido em conjunto com o medo, sendo um e outro em perfeita e tão tamanha simbiose que sequer chegam a ser inversamente proporcionais e sim equânimes: aumenta um aumenta o outro ainda mais e assim sucessivamente até o desmaio ou o piti do dentista que nos acha covarde e que assim não pode trabalhar mais ou direito queria eu ver como são dentistas com outro a meter-lhes o ferro no canal que eles juram anestesiado mas que sentimos contorcer-nos as sinapses como o demonstra meu cão ao tempo que o veterinário diz que dói mas nem tanto assim é manha diz enquanto apressa-se a querer consertar a impropriedade dizendo que também eu sou muito corajoso pois nem todo mundo suportaria ver e acompanhar aquilo por todo este tempo também eu envolvido na operação de contenção do cão que eu por ironia já salvei antes da morte para lhe ver livre tanto que nunca lhe coloco sequer coleiras.
não sabem eles todos que eu estou ali do lado não porque tenha culhões para isto. neste exato momento sequer tenho ovos de codorna. mesmo suando frio permaneço de pé porque meu cão empresta-me muito da sua força e resistência a qual tento responder com uma amor que neste momento acho tão mixuruca que fico envergonhado de minha covardia em até nisso depender dele para me mostra uma pessoa melhor.
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Wednesday, June 27, 2012
apagando os rastros para ficar cada vez mais bom pra cachorro
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| "de rua" ou dadá que chegou para ficar |
Monday, June 25, 2012
a filosofia, que é bom pra cachorro, é para poucos. a compreensão do que é ter um cão, também
o senhor sempre fala da figura do cachorro. por quê ?
- você olha para certo tipo de cachorro e vê nele mais filosofia do que em muitos colegas da universidade. alguns cachorros têm aquele olhar melancólico de heráclito de éfeso, da escola do devir. outros são heideggerianos. eu tenho uma certa afinidade com os cachorros, apesar de não se daquela escola gregados cínicos, que é uma palavra que vem de cão(kynikos é adjetivo de kynon, que significa "cão"). por que é que eu passei a identificar cachorros com filósofos? porque platão, que era um gozador emérito, declara em a república que o cão é o verdadeiro filósofo. o cão sabe distinguir o dono do estranho que está chegando. qual a função da filosofia senão a guarda do ser? o filósofo é o cão de guarda do ser. e não é por acaso que, em curitiba, uma cachorra se apaixonou por mim. quando me viu ficou doida.
in um homem sem rodeios, entrevista com o poeta e professor de filosofia ângelo monteiro, capa do caderno viver, no diário de pernambuco de 24/06/2012.
Friday, April 27, 2012
ser crudívoro é bom pra cachorro é muito melhor para todos
otto von bismarck, que não era vovó, mas já dizia: leis são como salsichas. melhor não saber como elas são feitas. se vivo hoje, acrescentaria: idem ração pra cachorros.
Tuesday, April 24, 2012
dia de cão mas bom pra cachorro
Ativistas salvam mais de 500 cães que seriam abatidos na China
Os cães estavam amontoados em gaiolas minúsculas a bordo de um caminhão, que saiu da cidade de Xichang, com destino a Guangxi. l Foto: News.qq.com
Um grupo de ativistas conseguiu impedir o abate de 505 cachorros que
seriam levados a restaurantes chineses. A ação aconteceu neste final de
semana e foi noticiada pelo site britânico Daily Mail.
Os cães estavam amontoados em gaiolas minúsculas a bordo de um caminhão, que saiu da cidade de Xichang, com destino a Guangxi. O trajeto total que seria percorrido tem aproximadamente 1.600 quilômetros. No entanto, os ativistas conseguiram interceptar o caminhão e impedir que ele chegasse ao seu destino final.
Além de estarem enjaulados, os animais eram submetidos a condições
terríveis, sem água e sem alimento. Em depoimento à polícia, o motorista
declarou que a privação ocorreu pela falta de espaço no caminhão.
Infelizmente a ação dos ativistas chegou tarde demais para 11 cachorros,
que morreram desidratados, antes de o socorro chegar.
O comércio e transporte de animais domésticos na China tem sido alvo constante de críticas por parte dos países ocidentais, que não têm o costume de comer cachorros. Os mercados de abate destes animais domésticos ganharam destaque na mídia mundial após a suspeita de um vírus mortal, chamado SARS que seria transmitido aos seres humanos pela ingestão desta carne.
A comercialização dos cachorros em território chinês se dá de maneira
equivalente a outros animais, como a galinha, nos países ocidentais. O
comprador vai até o mercado e escolhe o cão que irá levar. Aí então o
cachorro é espancado até a morte com uma barra de ferro e entregue ao
cliente.
Além da China, ainda existem outros locais em que a carne de cachorro é
utilizada na culinária, como Indonésia, Coreia, México, Filipinas,
Polinésia, Taiwan, Vietnã, Antártida e em dois pontos afastados na
Suíça.
Tuesday, April 03, 2012
bom pra cachorro: deu no new york times*
Jill Abramson gosta de cães. Desde que assumiu o cargo de editora-executiva do New York Times, em novembro passado, o número de vezes em que cachorros apareceram nas páginas do diário aumentou 45%. A curiosidade foi descoberta por Ron Howell em artigo publicado na Columbia Journalism Review [23/3/12]. O professor de jornalismo do Brooklyn College fez uma pesquisa no banco de dados do jornal e chegou à conclusão que artigos contendo palavras que tenham “dog” como raiz – podia ser “dogs” ou “doggie”, por exemplo – aumentaram de 230 no período de novembro de 2010 ao fim de fevereiro de 2011 para 337 de novembro de 2011 para o fim de fevereiro de 2012 (os quatro primeiros meses de Jill no comando no diário).
Primeira mulher a comandar o Times, Jill é formada em História
e Literatura por Harvard, e entrou no jornal em 1997. Dois anos depois,
virou editora em Washington e, em 2003, assumiu o posto de chefe de
redação. A jornalista também é autora de um livro sobre cães. The Puppy Diaries: Raising a Dog Named Scout
[algo como “O diário do filhote: criando um cão chamado Scout”] é uma
crônica do primeiro ano de vida do Labrador de Jill. Scout ficou famoso
quando sua dona passou a escrever uma coluna no jornal contando as
alegrias e desafios de criar um cachorro, e logo ganhou fãs espalhados
pelos EUA. O livro traz as experiências de Jill com cães e questões
sobre a criação deles. A jornalista conta ainda como seu antecessor no
comando do Times, Bill Keller, suspeitava que ela estava usando
seu posto de chefe de redação para priorizar pautas sobre cães.
“[Keller] me disse que havia notado um súbito aumento no número de
matérias cotadas para a primeira página”, escreve ela.
Obsessão nova-iorquina
Howell diz que também ama cães. Mas acredita que os nova-iorquinos
amantes de cães estão passando dos limites em sua obsessão canina. E
teme que esta obsessão passe a tomar conta dos jornais. O professor
teme, por exemplo, que o espaço que seria dedicado a reportagens
relevantes sobre comunidades maginalizadas de Nova York seja dominado
pelas pautas sobre cachorros.
Conversando com uma amiga jornalista, Howell ouviu que, de repente, a solução é deixar que esta “cobertura relevante” seja feita pelos jornais locais e blogueiros “que realmente se importam com estas comunidades”. Ele discorda ao ler artigos como o que contava sobre um cão chamado Major, cujos latidos serviram de “música de fundo” em um casamento. Outra matéria, poucos dias antes, falava sobre como os cães que participam de filmes não podem ser comparados com os atores humanos, mas ainda assim dão, muitas vezes, shows de interpretação.
Em uma consulta a um período de quatro meses 15 anos atrás, Howell descobriu apenas 167 referências a cachorros no Times, o que indica um aumento de mais de 100%. Uma pesquisa no Daily News mostrou que a cobertura sobre cães seguiu a mesma nos últimos 15 anos – de 84 a 89 referências, hoje, também em um período de quatro meses. “Um aumento de 45% no precioso espaço do jornal dado a cães é algo significativo”, diz o professor.
(*o aumento da cobertura canina no New York Times, no observatório da imprensa, com tradução da letícia nunes.curiosamente o título da matéria original era: bom pra cachorro).
Tuesday, February 21, 2012
que venha o planeta dos macacos ou histórias para ninar seu filho boas pra cachorro
em julho de 2010 uma explosão numa fábrica da china matou 13 pessoas e feriu 300. no meio do pipoco imagens gravadas revelam um macaco salvando um filhote de cão levando-o para longe da explosão.enquanto isto, dando mostras da nossa evolução e do nosso dna divino, continuamos a cortar mãos de gorilas para servir de cinzeiro, comemos cérebro de macacos crus(comer cachorro no caso ja é sobremesa) e uma infindável lista de má sorte para todo tipo de experimentações lancinantes e torturantes, já agora, para com todos os animais.
a nossa tão propalada civilidade cada vez mais nos faz esquecer quem verdadeiramente somos. primatas, sem dúvida. mas daquela variação do gênero que produziu uma maioria de espécimens que vão do mal ao pior sempre em nome de deus e da vida, e que por isso por onde quer que passe ou ponha a mão produzem morte e mortandade aos milhões, o que não pode ser contido pelos poucos que não sofreram este "tipo de mutação".
os macacos seriam mais cruéis? tenho minhas dúvidas, macaqueio.
Monday, February 13, 2012
dos dois tipos de abandono nenhum deles bom pra cachorro
hoje acordei com uma fome de cão! bem, então reze para não ser vira-lata então, que desgraça maior só sendo cachorro de madame: obeso, mal mimado, inchado, glutão, morto. só assim se igualando aos seus irmão renegados de rua.
Friday, February 10, 2012
banzé pra você também. eita! cãozinho bom pra cachorro
banzé, vira lata da foto, foi salvo do abandono após ser encontrado vagando numa praça em jardim aeroporto, piracicaba.
tempos depois,na mesma praça onde foi abandonado, banzé salva seis filhotinhos de gato que ele encontrou numa caixa fechada jogado no lixo. seguindo os miados que ouviu, rasgou a dita cuja por instinto ou por vontade de retribuição? vai se saber ou arriscar palpite nestas histórias - não metam deus aqui pra não estragar a beleza animal do acontecido. e assim, um a um, banzé leva para a casa que o salvou, os gatinhos que encontrou com a certeza ou a determinação, vai-se lá saber, de que seu ato implicaria que seriam salvos da mesma forma que ele o foi um dia, pleno de conteúdo quem sabe por já ter vivenciado o abandono e a difícil vida nas ruas que não se consegue imaginar, gente ou bicho, se não passou por lá. não é história de marley, de pescador ou de qualquer outra coisa que busca explorar os cachorros pelo lado do entertainment.
slices of life, como se diz, que: se não produzem emoções em massa, batem bem mais fundo em quem tem um mínimo de decência sentimental e sabe o que é ser abandonado, principalmente em idade tão indefesa.
se algum consolo há, resta saber que quem os colocou na caixa, há de ficar na sua para sempre sem banzés a resgatá-los.
entretanto, mais de uma vez, quedo-me apensar nos milhares, milhões de animais que não tem um banzé, humano que seja, de ouvidos e portões abertos, para além das caixas em que se meteram em vida tão vazia.
Wednesday, February 08, 2012
testemunha ocular do ruim pra cachorro
eu vi o que você fez com seu cachorro no verão passado(especialmente nesta hora de crise, para os portugueses)
Monday, February 06, 2012
faro fino bom pra cachorro
Friday, February 03, 2012
nenhuma jaula é grande demais. mesmo a do coração não é bom pra cachorro
criada pela agência de publicidade alemã jung von matt, para a organizaçao de defesa dos animais NOAH, a campanha objetivou sensibilizar a consciência pública das condiçoes brutais vividas por animais em cativeiro, que causam mutilaçao, canibalismo e morte. pôsteres de animais como elefante, zebra e girafa, impressos em tamanho real, foram colocados em midia exterior em espaços inadequados, precisando para isso serem amassados e comprimidos. daí o título-conceito. "nenhuma jaula é grande o suficiente'.(dica do bluebus).como bem se vê, cada um do seu posto, pode contribuir para a melhor sorte dos animais que não tem a mínima culpa - e já agora preparo biológico - para conviver com o que nos tornamos: a pior espécie de predador que coube ao planeta. pode parecer paradoxal e niilista. mas é verdade. apenas uns poucos espécimens ditos humanos olham para os da sua espécie, quando não dedicados as outras. o resto é o que se vê por aí. estão matando a sí, as outras e ao planeta. e ainda usando como desculpa que isso é coisa de deus ou do diabo. vade retro! humanos.
Sunday, January 29, 2012
declaração universal dos direitos dos animais( mas se você cumprir aí na sua rua já é bom pra cachorro)
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| seja um humano direito. defenda os meus como deveria defender os seus. |
1
- Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
2
- Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção
do homem.
3 - Nenhum animal deve ser maltratado.
4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres
no seu habitat.
5 - O animal que o homem escolher para companheiro não
deve ser nunca ser abandonado.
6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe
causem dor.
7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é
um crime contra a vida.
8 - A poluição e a destruição do meio
ambiente são considerados crimescontra os animais.
9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar,
respeitar e compreender os animais.
Preâmbulo:
Considerando
que todo o animal possui direitos;
Considerando
que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado
e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e
contra a natureza;
Considerando
que o reconhecimento pela espécie humana do direito à
existência das outras espécies animais constitui o
fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;
Considerando
que os genocídios são perpetrados pelo homem e há
o perigo de continuar a perpetrar outros;
Considerando
que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito
dos homens pelo seu semelhante;
Considerando
que a educação deve ensinar desde a infância
a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,
Proclama-se
o seguinte
Artigo
1º
Todos
os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos
à existência.
Artigo
2º
1.Todo
o animal tem o direito a ser respeitado.
2.O
homem, como espécie animal, não pode exterminar os
outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem
o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos
animais
3.Todo
o animal tem o direito à atenção, aos cuidados
e à proteção do homem.
Artigo
3º
1.Nenhum
animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis.
2.Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto
instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.
Artigo
4º
1.Todo
o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito
de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre,
aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2.toda
a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos,
é contrária a este direito.
Artigo
5º
1.Todo
o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente
no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao
ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são
próprias da sua espécie.
2.Toda
a modificação deste ritmo ou destas condições
que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária
a este direito.
Artigo
6º
1.Todo
o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a
uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
2.O
abandono de um animal é um ato cruel e degradante.
Artigo
7º
Todo
o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável
de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação
reparadora e ao repouso.
Artigo
8º
1.A
experimentação animal que implique sofrimento físico
ou psicológico é incompatível com os direitos
do animal, quer se trate de uma experiência médica,
científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
2.As
técnicas de substituição devem de ser utilizadas
e desenvolvidas.
Artigo
9º
Quando
o animal é criado para alimentação, ele deve
de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte
para ele nem ansiedade nem dor.
Artigo
10º
1.Nenhum
animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2.As
exibições de animais e os espetáculos que utilizem
animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Artigo
11º
Todo
o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é
um biocídio, isto é um crime contra a vida.
Artigo
12º
1.Todo
o ato que implique a morte de grande um número de animais
selvagens é um genocídio, isto é, um crime
contra a espécie.
2.A
poluição e a destruição do ambiente
natural conduzem ao genocídio.
Artigo
13º
1.O
animal morto deve de ser tratado com respeito.
2.As
cenas de violência de que os animais são vítimas
devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se
elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.
Artigo
14º
1.Os
organismos de proteção e de salvaguarda dos animais
devem estar representados a nível governamental.
2.Os
direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos
do homem.Sunday, March 29, 2009
se amássemos como os cães seria bom pra cachorro. e talvez sobreviveríamos: nós e eles

A revista Superinteressante (edição 263, março/2009) deu capa aos cachorros. A matéria sobre os cachorros – muito bem redigida, aliás – é assinada por Alexandre Versignassi, Bruno Garattoni, Emiliano Urbim, Karin Hueck e Larissa Santana, com design de Adriano Sambugaro. Abre comprovando que os cachorros são tratados como filhos. Os termos são os mesmos: creche, criança, pais. A criança é o cachorro. Os pais são os seus donos. "Sim, tratamos nossos cachorros como se eles fossem nossos filhos", diz o texto, logo no primeiro parágrafo, delimitando tema e problemas do contexto. E continua, recorrendo à ciência, informando que os cachorros despertam tanto amor e carinho quanto um bebê. Mas conhecidas afinidades entre homem e cachorro estão alterando os dois. A chave para que cachorros e crianças sejam tratados da mesma forma, segundo o texto, está num hormônio chamado ocitonina, liberado, por exemplo, nas parturientes, que desperta a sensação de apego por outras pessoas. Pesquisas feitas pelo professor japonês Takefumi Kikusui, da Universidade de Azabu, indicam que o amor que sentimos por crianças e cachorros é o mesmo. Vejam bem, não é que é semelhante, é o mesmo! E o professor não é nenhum Prêmio Ignóbil, criado para satirizar pesquisas ridículas. Adoram que se lhes diga o que fazerA reportagem é ilustrada com exemplos concretos. A bilionária americana Leona Helmsley deixou US$ 12 milhões para sua cadelinha Trouble. O site marryyourpet (case com seu cachorro) oferece cerimônias e certidões de casamento. Carolyn, casada há cinco anos com Oliver, nome de seu cãozinho, diz que ele é seu "salvador". Este é um exagero, mas ilustra até onde vai a substituição de pessoas por cachorros, sobretudo em casais que demoram a ter filhos ou outros que, tendo envelhecido, ficaram sozinhos. Quando a solidão aumenta, o cachorro produz emocionalmente duas substituições: a dos filhos e a do cônjuge que partiu, por separação ou por morte. Outras pesquisas, estas feitas nos EUA, dão conta de que 34% das mulheres e 23% dos homens americanos consideram o cachorro o par ideal, se este fosse humano. O biólogo húngaro Ádám Miklósi, da Universidade de Eötvös, especialista em inteligência canina, afirma que, ao contrário de lobos, macacos e gatos, igualmente submetidos à experiência, os cachorros imitam naturalmente as ações humanas e podem ser treinados para milhares de tarefas diferentes com poucas instruções, pois na verdade eles adoram ter alguém que lhes diga o que fazer. Buldogue tornou-se gordo e enrugadoOs primeiros entendimentos entre o cachorro e o homem datam da Era Glacial, há 15 mil anos, quando o homem deixou de ser nômade, fixou-se em alguns lugares, ensejando o surgimento das primeiras vilas. Os restos de comida passaram a atrair ratos, baratas e... lobos. Estes dividiram-se entre aqueles que fugiam do homem e aqueles que a ele se apegaram, vivendo perto das casas. Foi quando este tipo de lobo mudou, tornando-se cachorro! De todo modo, o cachorro, na companhia do homem, teve que trabalhar para ganhar a vida. Passou a conduzir e a guardar rebanhos, a guardar casas, puxar trenós etc. Hoje, o cachorro, como tantos homens, está desempregado! No final do século 19, a partir da Inglaterra, as novas funções dos cachorros mudaram, levando os homens às combinações genéticas que resultaram em dezenas e centenas de novas raças. A International Encyclopedia of Dogs, ainda sem tradução para o português, estima que as 20 raças existentes em 1800, já eram 40 em 1873 e chegaram a 70 na Primeira Guerra Mundial. Hoje, existem cerca de 400 raças. Depois de tantas experiências e misturas, os problemas não demoraram a aparecer. O buldogue, originalmente atlético, tornou-se gordo e enrugado. Motivo? Alguém achou que ele ficaria mais bonito assim. Etimologia dá luz adicionalDe resto, influenciados pelo homem, os cachorros passaram a ser vitimados pelos males do dono. Foram morar em apartamentos, não fazem mais exercícios, comem demais, tornam-se obesos pela vida sedentária e alimentação excessiva. Em vez de caminhar – as caminhadas foram reduzidas para uma ou duas vezes por dia – o cachorro imobilizou-se na companhia do dono. E vieram as doenças e distúrbios psicológicos causados pelo novo tipo de vida. Nos EUA, tais males vêm sendo combatidos com remédios. Há seis anos, 25% dos cachorros tomavam algum tipo de remédio. Hoje, são 77%. No limite, o homem resolve seus problemas com o cachorro mediante soluções drásticas. Nos EUA, aplica-se anualmente a pena de morte a 1.500.000 cachorros que se atreveram a morder alguém. Mas quem o criou feroz? No caso, é executada a vítima das manipulações. Os autores continuam impunes. Também nisso o homem imita o homem, não o cão. O cachorro não maltrata a mão que o apedreja. Para ele, os versos de Augusto dos Anjos soam inverossímeis: "O Homem, que, nesta terra miserável,/ Mora entre feras, sente inevitável/ Necessidade de também ser fera". Ao contrário, vivendo com o Homem, o cachorro sentiu necessidade de também ser Homem... A etimologia pode dar uma luz adicional a tão bela matéria. A palavra cachorro veio do latim cattulus, diminutivo de cattus, gato selvagem, depois também domesticado. O homem apega-se a qualquer filhote, sobretudo de mamíferos e, em português de hoje, passou a chamar de gatinho todo e qualquer filhote, fixando-se a denominação para o cão, filhote ou não.
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Saturday, February 07, 2009
cara de cão bom pra cachorro

ao receber o globo de ouro, mickey rourke, catapultado da sarjeta ao olimpo por uma atuação soberbamente orgânica em " o lutador ", agradeceu aos seus cães, enfatizando que, às vezes, a única coisa que um homem tem no mundo é o seu cão.
dono de seis cachorros no momento, todos retirados de abrigos, reafirma que na sua pior fase, seus cães deram-lhe afeto e o ensinaram que ele podia cuidar de algo vivo, e não só o destruir. disse ainda que não estaria ali se não fosse por eles. e que espera reencontrá-los quando morrer.
o que será dos homens que sequer tem os seus cães, se calhar nem os seus demônios, destes do tipo que atropelam intencionalmente cachorros, principalmente quando estão engatados, ou daqueles que jogam água fervente em cães e gatos, ou deixam-lhes morrer á mingua, não sem antes uma boa tortura ou envenenamento ?
qual a cara de cão que não existe em outros nós ?
para estes animais, haverá salvação ?
Now playing: jarabe de palo - perro apaleao via FoxyTunes
Tuesday, August 05, 2008
os partcoloridos são bom pra cachorro
na cabeça da mesma cabeça do husk o olho azul dos visionários e o olho verde dos revolucionários sonhavam em ser os olhos negros da libertação.
quedaram-se cinzas e castanhos dum animal de estimação.
quedaram-se cinzas e castanhos dum animal de estimação.
Monday, March 17, 2008
com os meus olhos de cão talvez por isso bom pra cachorro
título de livro da hilda hilst, escritora-texto, que na sua casa do sol, para além de homens e mulheres das teorias e práticas literárias,abrigava mais de cinquennta cachorros.
cansado, labute da minha obra diária de nunca menos de 12 horas chego a casa onde me esperam 13, que já foram mais, ficando eu viúvo de suas ausências.
a última, águia, dobbermann, contrariava todos os estereótipos em relação a raça e a sua utilização idiota nos filmes. meiga e carinhosa, tornou-se mãe, irmã, companheira de brincadeiras do tsunami, vira-lata preto com orelhas de dálmata e uma pulsão que lhe antecipou o nome. só águia aguentava o tsu.
sem ela, tsu perdeu-se no pedaço de quintal que lhe cabe, impossibilitado de estar com os demais, por conta das brigas com folks e ganido.
cabe-lhe então o passeio, no fim da noite. quase capotando, mal deixo o carro na garagem, ele explode no convite à rua.
sigo-lhe os passos e vou assomando novas energias. chego a orla inteiro junto com o tsu que sucumbe a grandiosidade do mar. seu menear da cabeça e seus olhos levam-me junto as sensações de olhar o mar, se não da primeira vez, após longo tempo distante.
deixo-me levar cada vez mais por sua curiosidade e tento exergar com seus olhos de cão
o que ele vê naquele mar escuro de onde incessantemente curioso suga uma brisa e marolas que não espantam as andorinhas noturnas que bicam a areia que lhes alimenta.
não sei se tsu, aonde enxergo apenas saudade e um desejo que águia desponte na impossibilidade da vida ressurgida na escuridão das águas, vê apenas as outras possibilidades de brincadeiras que a vida nos proporciona, tal como as marés entre suas idas e vindas, vazantes e cheias, perdas e ganhos.
o fato é que ainda não consigo abanar o rabo. tsu faz isso por mim. e neste instante, com meus olhos de cão vêjo nele um cão-beija-flor que insiste em me lamber apesar de tal espinho.
cansado, labute da minha obra diária de nunca menos de 12 horas chego a casa onde me esperam 13, que já foram mais, ficando eu viúvo de suas ausências.
a última, águia, dobbermann, contrariava todos os estereótipos em relação a raça e a sua utilização idiota nos filmes. meiga e carinhosa, tornou-se mãe, irmã, companheira de brincadeiras do tsunami, vira-lata preto com orelhas de dálmata e uma pulsão que lhe antecipou o nome. só águia aguentava o tsu.
sem ela, tsu perdeu-se no pedaço de quintal que lhe cabe, impossibilitado de estar com os demais, por conta das brigas com folks e ganido.
cabe-lhe então o passeio, no fim da noite. quase capotando, mal deixo o carro na garagem, ele explode no convite à rua.
sigo-lhe os passos e vou assomando novas energias. chego a orla inteiro junto com o tsu que sucumbe a grandiosidade do mar. seu menear da cabeça e seus olhos levam-me junto as sensações de olhar o mar, se não da primeira vez, após longo tempo distante.
deixo-me levar cada vez mais por sua curiosidade e tento exergar com seus olhos de cão
o que ele vê naquele mar escuro de onde incessantemente curioso suga uma brisa e marolas que não espantam as andorinhas noturnas que bicam a areia que lhes alimenta.
não sei se tsu, aonde enxergo apenas saudade e um desejo que águia desponte na impossibilidade da vida ressurgida na escuridão das águas, vê apenas as outras possibilidades de brincadeiras que a vida nos proporciona, tal como as marés entre suas idas e vindas, vazantes e cheias, perdas e ganhos.
o fato é que ainda não consigo abanar o rabo. tsu faz isso por mim. e neste instante, com meus olhos de cão vêjo nele um cão-beija-flor que insiste em me lamber apesar de tal espinho.
Wednesday, December 12, 2007
bom dia (estamos de volta) bom pra cachorro
as portas da padaria o cão vira-lata aguarda alguém que lhe seja capaz de dar bom-dia com um pedaço do que seja pra comer.
contemplo-o antes de estacionar. de porte médio, pelo castanho, olhos caramelo, tem mesmo cara de gente boa e já me ganha de saída, ou melhor, de entrada. se estiver aqui ainda quando eu sair ganha uma festa e um pedaço do meu café.
adentro a padaria para o habitual. o de sempre, confirma a moça do outro lado do balcão o que confirmo com um aceno - o de sempre é uma vitamina de banana , pão com ovo e um café médio sem leite (já basta o da vitamina).
do assento do balcão, que mais parece assento de guarita, elevo-me a condição de observador priviliegiado de todos que estão dentro da padaria naquele momento. são cerca de vinte pessoas, entre crianças, adolescentes, um pouco mais, maduros e gente quase senil. nenhum deles tem um sorriso na boca sequer naquele começo de manhã ensolarada. muito menos os empregados.
guardo pouco menos de um quinto do pão com ovo que é ainda um pão francês avolumado.
pago a conta e dou ao cão, esta altura já com crise de consciência.
pela espera, rabo abanando, e aquele sorriso de bom dia que só o otimismo de um cão enxergava naquela manhã, apesar de ser um cão de rua, merecia tomar café no meu lugar.
mas claro que num lugar onde os sorrisos estivessem a altura do sorriso largo do seu. bom dia de cão que ainda que fosse só na cara era muito melhor do que o de todos aqueles de uma padaria inteira.
contemplo-o antes de estacionar. de porte médio, pelo castanho, olhos caramelo, tem mesmo cara de gente boa e já me ganha de saída, ou melhor, de entrada. se estiver aqui ainda quando eu sair ganha uma festa e um pedaço do meu café.
adentro a padaria para o habitual. o de sempre, confirma a moça do outro lado do balcão o que confirmo com um aceno - o de sempre é uma vitamina de banana , pão com ovo e um café médio sem leite (já basta o da vitamina).
do assento do balcão, que mais parece assento de guarita, elevo-me a condição de observador priviliegiado de todos que estão dentro da padaria naquele momento. são cerca de vinte pessoas, entre crianças, adolescentes, um pouco mais, maduros e gente quase senil. nenhum deles tem um sorriso na boca sequer naquele começo de manhã ensolarada. muito menos os empregados.
guardo pouco menos de um quinto do pão com ovo que é ainda um pão francês avolumado.
pago a conta e dou ao cão, esta altura já com crise de consciência.
pela espera, rabo abanando, e aquele sorriso de bom dia que só o otimismo de um cão enxergava naquela manhã, apesar de ser um cão de rua, merecia tomar café no meu lugar.
mas claro que num lugar onde os sorrisos estivessem a altura do sorriso largo do seu. bom dia de cão que ainda que fosse só na cara era muito melhor do que o de todos aqueles de uma padaria inteira.
Saturday, January 27, 2007
em obras pra ver se fica bom pra cachorro
neste exato momento e por um bom tempo, estamos em fase de pesquisa e reedição dos textos. voltaremos sim. mas vai demorar um pouquinho. espero que você me espere com eu espero lhe ter de volta, tal como um cão que se perde do seu dono
Saturday, December 23, 2006
quem não tem cão escreve com gato. ou vice-versa. eu, escrevo com os dois o que sem dúvidas é bom pra cachorro

Eles não são fáceis de entender quanto os cães, é verdade. Mas quem aprende a conviver com esses adoráveis felinos tem companhia para a vida inteira.
Não é à toa que, mundo afora, já se tornou clássica a associação dos bichanos com escritores, artistas e intelectuais. O físico inglês Isaac Newton, por exemplo, curtia tanto seu gato, que atribui-se a ele a invenção da “cat-flap” (aquela portinhola bastante comum nos Estados Unidos e na Europa) para que o animal pudesse entrar e sair do quarto escuro, onde realizava seus experimentos, sem incomodá-lo. O escritor norteamericano Edgar Allan Poe escreveu seu famoso conto “O Gato Preto” inspirado em Catarina, sua felina de estimação, que ajudou a aquecer na cama os pés de sua esposa, enquanto esta morria de tuberculose durante um rigoroso inverno. Nem mesmo o sagrado profeta do Islã, Maomé, escapou do encanto: diz a lenda que, certa vez, quando foi chamado com urgência no exato momento em que seu gato dormia em seus braços, o autor do Alcorão teria sacado a espada e recortado a área do manto onde estava o animal – para não perturbar seu sono.
Por aqui, a coleção de fãs também vai longe. A escritora Lygia Fagundes Telles, os poetas Carlos Drummond de Andrade e Ferreira Gullar, o pintor Aldemir Martins, a psiquiatra Nise da Silveira (e vamos parando a lista por falta de espaço…), todos eles não só conviveram com pelo menos um, como dedicaram considerável parte de seu talento e obra para homenagear seus gatos. “É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber”, escreveu em sua ode “Simplesmente Gatos” o jornalista e cronista Artur da Távola.
Saber perceber: está aí a chave para desfrutar do melhor do espírito felino e talvez também a origem de muito do preconceito que ronda os bichanos. “Gatos não são tão óbvios”, diz a psicóloga e veterinária Hannelore Fuchs, uma das principais especialistas em comportamento animal do país. “A linguagem não-verbal dele é totalmente diferente da do cão, com o qual a espécie humana está habituada a conviver há muito mais tempo”, explica. Gatos se expressam como... gatos, ora. Quem espera rabinho abanando, lambidas festivas, obediência e truques de adestramento certamente achará o gato a própria versão em carne e pêlos do chuchu. Por outro lado, aprenda o que significa o ronronar, aquela vibração que mais parece um chiado de motor, para cair de amores da próxima vez que um bichano reagir com esse som a um carinho seu: é o sinal máximo de contentamento do gato, prova de que ele está relaxado e se sentindo no céu com sua companhia.
Vontade própria
Gatos são independentes, mas também amam. Esse é um lado do seu comportamento que está sendo cada vez mais vivenciado pelo homem. Graças ao estilo de vida moderno. O número de gatos domésticos não só aumentou nos últimos anos (no Brasil agora são 13 milhões, um aumento de 20%, contra 28,8 milhões de cães, segundo os fabricantes de ração), como o tipo de interação com eles mudou. “Hoje, com casas e famílias menores, há muito mais intimidade entre o gato e seu dono, o que estimula mais laços de amizade”, diz Hannelore. Ao contrário do que diz o senso comum, gatos não “são da casa”. “Se houver uma relação de afeto entre vocês, ele pode até ficar estressado com uma mudança de endereço, porque tem medo do novo – e quem não tem? –, mas dificilmente vai tentar fugir”, diz.
De todos os tipos
Aula de gatês
• RABO: É um dos melhores termômetros de seus sentimentos e intenções. Quanto mais alto e reto, melhor o humor. Rabo abaixado entre as pernas é sinal de medo, movimentos leves podem indicar curiosidade e excitação, movimentos sinuosos demonstram impaciência e golpes vigorosos avisam que o melhor é deixar o gato em paz – especialmente se vierem acompanhados de um miado agudo.
• ORELHAS: Orelhas em pé são sinal de que está tudo bem. Já orelhas achatadas e para trás podem indicar tanto medo quanto um ataque iminente.
• BARRIGA: Gato jogado no chão, de barriga para cima, é convite certo para um carinho. Não resista.
• RONRONAR: Sinal de contentamento, relaxamento e amizade.
• ROÇAR: É um gesto de carinho, mas também a forma que o gato tem de dizer que algo é seu: seja a casa, seja o sofá ou até mesmo sua perna. Quando ele se esfrega em algo, suas glândulas imprimem ali seu cheiro, que serve de aviso para possíveis gatos invasores.
Para saber mais
Livros:• Gatos, a Emoção de Lidar, Nise da Silveira, Leo Christiano
• The Domestic Cat, Dennis C. Turner, Cambridge
• Por que os Gatos São Assim?, Karen Anderson, Publifolha
• Gato, Manual do Proprietário, Sam Stall e David Brunner, Gente
(o barato do gato, de aline angeli, para a revista vida simples)
Sunday, November 26, 2006
da série soltando os cachorros no meu quintal: vacinando-me contra o que não vacina

tenho quinze cachorros. antes que pense que um sou um louco não vacinado, digo-lhes que a eles vacino religiosamente.
procuro dar-lhes o melhor que posso, dentro daquilo que o dinheiro pode conseguir para protegê-los de virus, bactérias, e tranmissões de outras hediondices, até humanas, que o amor não afasta. e assim sendo, procuro, das melhores, as vacinas.
dizem os profissionais, do atendimento médico-veterinário, e das vendas, que as vacinas que realmente vacinam são as importadas. argumento das nacionais, e escuto o abanar de cabeças condenatório. imunes a qualquer argumento de que as mesmas vacinam alguma coisa e não sei se faro canino já impregnado, algo olha este aí armado em amante dos cães e querendo dar-lhes uma vacina que não imuniza nem o bolso, já que em alguns pontos de venda, saem por 3.75 reais, enquanto noutros, pela minha cara, ou seria pelo meu rabo? saltam para o patamar dos 10 reais, quando não a baba dos 14 reais. antes que você coloque o rabo entre as pernas se eu falar-lhe do preço das importadas, algumas chegam a 40 ou mais, faça as contas multiplicando nacionalmente por 15.
sei que muitos irão falar: quem manda disperdiçar dinheiro com esta vira-latada toda? tanta gente passando fome e o sujeitinho ai fazendo contas a prestação de 15 vezes não sei das quantas, mais do que suficiente para a compra de cestas básicas, estas piores, porque dois critérios de preços entre o nacional péssimo e o nacional menos pior, para bocas também não vacinadas contra a demagogia que serve algo pior que ração da pior qualidade para cães. e olhe que é servido por aqueles que se dizem amantes dos homens, quer dizer dos pobres. pobres deles, pobres dos cães.
e assim, ponho-me a pensar: que será dos cachorros alfinetados a torto e a direito nestas campanhas de vacinação, cujas vacinas, sabe-se lá em que condição de armazenamento, digamos, nacionais? se as tais nacionais, dizem os vendedores e veterinários, nacionais, se bem que na categora até encontremos alguns importados, dizem que não server?
servirão eles? e servirá, para os cães, e neste caso nós, um governo de um país que através de suas entidades de controle epidêmico, ditas de higiene ambiental, de saúde animal, permitem, estimulam, se não uma coisa outra? — ou a verdade de que não servem ou a mentira comercial pensada para estimular a diferenciação que justifique o preço animal de algo que está ligado intrinsecamente ao nosso bem estar e a saúde da população?
estou disposto a pagar bem mais do que quarenta reais por uma vacina que nos imunize contra este tipo de autoridade infectada. o problema é que tem de ser uma vacina nacional. e nacional, dizem, vocês já sabem, não presta.
neste caso, ainda é melhor a doença, do que a solução importada, acredito, a espera de que se desenvolva tenazmente algum tipo de auto-imunização a esta pandemia.
meus cachorros, porém, tem muitas dúvidas de que isso aconteça alguma vez. eles já foram vacinados por ambas e continuam em estado de risco.
quanto a mim, pensando bem, posso dizer o mesmo.
(foto do chokito, cão a espera de adoção, extraida do site viralatasnit.multiply.com que recolhe cães na cidade de niterói e cidades próximas no rio de janeiro rio de janeiro.
Wednesday, October 25, 2006
Tuesday, September 26, 2006
nunca fui bom pra cachorro em aritmética

a solidão de um cão sem dono nos dá uma produnfa dó. mas como será a do gato? multiplicada por suas sete vidas?
Saturday, September 16, 2006
bom pra cachorro até de madrugada
- o bompracachorro é atualizado sempre que dá vontade de roer o osso.
Sunday, August 27, 2006
gata em telhado de zinco quente as vezes sim as vezes não bom pra cachorro
listras laranjas* e brancas. olhos azuis de céu de criança. sabe-se lá como chegou a telhado. teria nascido alí, a gata-mãe não soube me dizer. acordei sobressaltado com os miadinhos. lá se foram as telhas da casa de cachorro que nunca cumpriu esta função, a não ser por breves instantes guardar o tsu(tsunami) que como o próprio nome já diz derruba tudo que vê pela frente com a força inocentemente perigosa da primeira idade.ainda não tem nome. cresce nas telhas infinitamente mais rápida do que o musgo que lhe faz companhia. e como todos nós corre o risco de cair, ainda não tem tentação mas telhado abaixo. de um lado, espera-a, se salvar-se dos grampos de ferro, chão de cimento e mina, uma boxer branca, que a olha como espetinho. em nossa casa, tsu e água, uma dobermann quanticamente imensa, que a estropiarão antes de tocar ao chão.
foi isso que me fez subir. retirei a gata e a mãe, que sempre arisca, nunca me deixou tocá-la, salvo no dia do parto, em que massageei sua barriga. sumiu e apareceu de barriga murcha. onde os filhotes? não deu para descobrir. descobria uma agora.
trouxe-a para dentro de casa em uma caixa de transporte. peralta, a (única) gata da casa, em meio a quinze cães(tsu, águia, moki, pequetita, mini, elétrica, fracote, bolota, mexicana, dayse, ganido, sauna, branca, folks e oncinha) disparou sua crise de ciúmes como um bote mortal.
foi uma tarde inteira e começo de noite até meia-noite, cuidando dos ciúmes de uma e das necessidades de outra. sem solução. teria que soltá-la e a filhota. onde, pergunta e solução sempre difíceis. sabia onde havia nascido a mãe. eu a alimentava desde pequenina. mas lá os humores se transformaram. de casa de anciã bondosa, agora necessariamente acompanhada de empregadas que enxotam todos os gatos com ameaças públicas de " vou dar um fim neles ", agora não mais terreno de proteção.
zanzei meia rua inteira. deixei-á lá mesmo assim. a filhota saiu para a rua. a mãe tentou carregá-la, como fazem os gatos com seus filhotes, carregando-a pelo pescoço, mas parecia não conseguir, aquela bolinha que mais parece novelo de lã, mas pesa , e tigre pequeno, forço, quando desperta e cabaleante descobre a vida que não sabe se será gozada por quanto tempo.
a meia-noite de sábado a rua está movimentada, até racha tem. não vai ter muita chance, penso. e retiro-a da rua. e volto a zanzar, até que a trago de volta, seguida pela mãe que agora sabe tem um aliado. passo mais meia hora sem saber o que fazer. a mãe afasta-se por uns instantes e entra na terceira casa a frente, onde residem uma husky e uma dobermann com cara de poucos amigos. passdo algum tempo a gata mãe ressurge no meu telhado. entendo, meio incrédulo, que aquele é o caminho para chegar ao meu telhado. sigo com a filhota até o meio do caminho e a solto no chão. a mãe, tenta várias vezes sucumbindo ao peso do filhote até que, mais decida, agarra-a com determinação que eu não tive diante da situação e entra casa da dobermann e husky adentro, no momento que de lá saeem broken, seu gato-irmão, que tem tal nome dado por mim por conta do rabo quebrado,e batmanzinho, outro irmão, que seguiu vida a fora, sumindo da área, sem nenhum robin, motivado pelo susto-quase-morte que águia lhe deu lá no jardim quando só não o mastigou por obediência ao grito da minha mulher.
volto para casa, confesso, decepcionado. mal chego, escuto miados no telhado. lá estão a gata-mãe e a filhota. compreendo que lá e o seu lugar. compreensão mais fortemente confirmada, quando vejo que ela na manhã seguinte a retira de dentro do estuque, apesar das dificuldades, onde a abriga a noite da friagem ou chuva e de onde a retira quando o dia amanhece, imagino por conta do calor e das necessidades da filhota levar sol.
hoje a filhota passou o dia no telhado entre sono profundo e os cuidados da mãe que de vez em quando ausenta-se para cuidar de outras necessidades.
por enquanto filhota, apesar dos olhos abertos, mal anda. mas vai crescer, e como em todo crescimento implica enfrentamento de perigos e dificuldades, quanto mais forte, mais se aventurará para as bordas do telhado, valorizando ou desperdiçando sua vida ao tempo que atemorizando a minha.
mas não há outro caminho, ensina-me mãe e filha, já que não tenho como abrigá-la dentro de casa tento me justificar, já que isso significaria a morte em vida para a peralta, além dos sobressaltos constantes com parte dos cachorros que não aceita gatos de jeito-maneira.
gata e filhota ensinam-me que não está na minha mão as suas vidas, se a elas não me dedico por inteiro a construir-lhes outro pouso que não este telhado.
neste e em muitos outros casos,o acaso e a necessidade comandam a vida e a morte, fenômeno que alguns preferem chamar de deus. sobreviverá, cairá, de que lado? quem saberá?
fato é, que o homem, se não convence como filho de deus, tampouco jamais poderia sê-lo, por melhor que seja sua boa vontade. além disso, como ser um deus que da mesma maneira transforma telhas em abrigo e em trampolim para a morte? desdigo dos altos e baixos daquilo que seriam minhas ripas de pensamento que tentam construir o telhado sempre gotejado pela impossibilidade de alcançar a perfeição e a salvação dos animais que me são tão caros.
* foto meramente sugestiva.
Monday, August 07, 2006
bom pra cachorro e seus assistentes à escrita
não escrevo os meus blogs sozinho. madrugada a dentro, peralta, a gata, enrosca-se no i-book em poses de pin-up, enquanto pequetita, a cadela, enrosca-se nos meus pés seguindo meus passos mesmo quando não ando. não opinam, não resmungam, não bajulam. mas que ajudam, ajudam. como faço disto um atividade séria, não permito a entrada dos outros animais à redação. muito embora vontade e jeito não lhes falte. se os deixasse entrar, isso aqui viraria jornal do brasil.
se resistirmos até baía formosa, seremos menos ou mais do que hoje? que somos quinze, e que já fomos mais ou menos, isso sem contar os gatos e cães da rua?
mais de cinquenta haviam na casa do sol, da hilda hilst, a razão, penso, não era espaço. era a qualidade da sua escrita acasalada a da sua loucura, luzidia e fundamentalmente lúcida de dar dó.
penso então, que sou um privilegiado. número proporcionalmente gigante de cachorros e leitores diante da minha escassa serventia e do meu não-talento pra lá de arranhado.
mas que rabos abano e outros tiro da cadeira, pra além do meu, posso dizer que sim. afinal, este é um columblog de tiros e quedas.
depois saio à rua desejando ser o vampiro de curitiba, sedento de sangue sim, mas totalmente avesso às pessoas de vida sem necessidade.
mas por enquanto, apenas passeador de cachorros e palavras. em blogs também habitados por pulgas e carrapatos.
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